quarta-feira, 19 de outubro de 2011


A vida é uma montanha russa de sentimentos. Dor e alegria, desejo e medo, razão e emoção fazem as curvas da vida. Com o tempo aprendemos a conviver com uns e a sobreviver sem outros. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como “não vou resistir” por outras mais mansas, como “sei que vai passar.”
A vida é efêmera. A vida é estranha. Vivemos rodeados de estranhos. Esses estranhos se tornam nossos amigos e talvez até mais que amigos. Mais tarde alguns voltam a se tornar estranhos...
A vida é um conto de fadas de mentira. Nada é para sempre . O final nunca foi feliz. Tudo muda. Tudo morre.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A saudade pode ser inventada - falta não. Saudade é contínua, falta é curta. Saudade é pó, falta é pedra. Saudade é soco no estômago, falta é puxão de cabelo. Falta é daquilo que não está ali, e que deveria estar. É o incômodo do quarto vazio, do frio, da luz apagada e mais nada.
A falta está na rotina, nas pequenas coisas concretas do dia a dia. Ela é pontual, mas pode aparecer todos os dias. A saudade e a falta, de formas diferentes, com dores distintas, clamam por aquilo que mais se teme, o esquecimento...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ambiguidades

As naturezas diferentes são o encaixe natural. O que aparentemente podiam ser elementos de repulsa isolados são a combinação de uma chave de códigos que unem ambos os seres. A volubilidade pode ser misturada com a solidez. A rigidez racional com a magia da imaginação. A profundidade da paciência com a energia da impaciência. A delicadeza dos afetos com a impetuosidade da entrega… o oposto deixa de soar a confronto e passa a ser o espelho que complementa a nossa imagem.

Liberdade não é realizar todas as vontades. Não é ser desta ou daquela maneira. Liberdade é a sensação íntima de prazer que deriva da coerência entre o que pensamos e forma como atuamos. Sou livre se sou capaz de agir de modo coerente com o que penso. Algumas vezes respeito a vontade; outras, as normas morais. Em cada situação eu tomo decisões, válidas apenas para aquele momento. Sei dizer "sim", sei dizer "não". Tudo depende da importância do desejo e da permanente preocupação de equilibrar os meus direitos e os direitos das demais pessoas. Aceitar certos limites para as nossas vontades é sinal de maturidade, não de resignação e conformismo. É sinal de força, não de fraqueza.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

...

Às vezes eu penso em poemas que gostaria de escrever...
- mas não os escrevo de fato.
Eles me chegam em instantes.
Eu só penso neles.
Meus lindos poemas correm por dentro de mim. Isso basta.


...

No nosso caminhar, encontramos pessoas que passam, outras que vão e outras que ficam. Muitas na mesma direção, mas poucas no mesmo sentido. Algumas até tentam o lado a lado, mas por falta de obstinação e na ânsia de antecipar o futuro ficam a degustar o instantâneo enquanto roem a vida.

Que Deus não permita que eu perca o romantismo mesmo sabendo que as rosas não falam…
e que eu não perca o otimismo mesmo sabendo que o futuro pode vir a ser o avesso dos meus planos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tempo pra meditação.

Se você é mulher e já se perguntou "por que eu não nasci homem" sabe do que eu estou falando. Se você está nervosa, dramática, chorona ou procurando endorfinas no chocolate não se deprima. A tpm é um caos. Nesse período todos os problemas se misturam e não há homem no mundo capaz de entender que isso não é balela. Se meu pai e meu irmão não entenderam até hoje, não espero que homem nenhum me entenda.
A tpm existe e temos que saber lidar com isso. Muitas mulheres usam a tpm como desculpa para ofender e tratar mal as pessoas, isso é ridículo. Se você sente dor, nostalgia, carência, ira, ou qualquer tipo de descontrole emocional a melhor coisa a fazer é se isolar, assim todos ficam bem. Faça da tpm um tempo pra meditação e não uma total paranóia mental . rs

Infelizmente nossa geração está se especializando em quebrar tradições, usando como desculpas o mundo globalizado, a acessibilidade, os planos de carreira e por aí vai... enquanto isso os terapeutas ficam com os consultórios cada vez mais cheios de pessoas procurando soluções para seus vazios existenciais.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Apenas sinta

Não diga nada. Não diga que você gosta de céu azul, de dias nublados, de noites de lua cheia, de borboletas. Não diga que você sente saudades, que você se importa com aquela pessoa, não diga. Não verbalize, porque na hora que você verbaliza, você perde o sentimento. Na hora que as palavras chegam, a mente começa a funcionar. Ela começa a atrapalhar na verdade. Falar o que se sente não é sentir, é se confundir, é se questionar. Não verbalize. Sinta a frescura, mas não diga que está fresco. Sinta o calor mas não corte o clima com a chama das palavras. Pare de verbalizar. Aprofunde seus sentimentos. Sinta meu pensamento.

sábado, 19 de março de 2011

Gostar simplismente

Gostar é verbo livre, simples e definitivo.

A gente olha, a gente gosta e fim. Não precisa de porquês, nem de previsões, nem de instruções. Não é operação cerebral, intelectual ou qualquer outra que se deixe comandar pelos ditames da razão. Mas feliz de quem, ainda pode, despretensiosamente, gostar de alguém ou de alguma coisa, sem associá-los a uma função perfeita, a uma relação de causa e efeito ou de competitividade. Gostar por gostar.Nem sempre se pode ter o que se gosta, é verdade. Mas e daí?

O gostar espontâneo não inclui a posse. Pode-se gostar sem desejar para si objeto da nossa simpatia. Gostar de vê-lo existir, simplesmente. É um sublime exercício de liberdade. Não é imperativo possuir aquilo que se gosta.Canso de ouvir perguntas do tipo: "Mas o que você vê nisso?", "O que você vê nele?".

São perguntas desnecessárias, que eu, particularmente, nunca ouso dirigi-las a alguém. É impossível determinar o conjunto de fatores e motivações que revestem o "gostar" de alguém.

Gostar não é um ato, não é uma decisão, muito menos uma imposição.

Não importa se esse gosto é conveniente ou não, se é sensato ou não. Experimentar essa sensação, por si, já é uma forma de felicidade.O que pode gerar frustrações, a partir de um gosto, é começar a perseguir a coisa/pessoa gostada, de modo a aprisioná-la em um contexto.

As manifestações espontâneas da alma não devem ser conduzidas pela ideia de posse. Eu gosto de estrelas, de sol, de lua, de céu azul sem precisar possui-los.Com o tempo, é natural que gostemos cada vez mais de menos coisas/pessoas. Não deveria ser assim. Mas é... Porque o tempo nos torna seletivos e acaba sofisticando, talvez, o complexo de fatores que interferem no gostar.Porém, por mais que o tempo estabeleça suas filtragens, ele nada pode contra esse sentimento, tecido com fios de liberdade e de despojados desejos.Gostar é simples como um espirro, um aceno, um suspiro, um espasmo.

Cada gosto anda livre por seu próprio caminho, até criar sua história ou, após cumprir seu tempo de permanência, deixar de existir ou dar lugar a novos gostos...