A saudade pode ser inventada - falta não. Saudade é contínua, falta é curta. Saudade é pó, falta é pedra. Saudade é soco no estômago, falta é puxão de cabelo. Falta é daquilo que não está ali, e que deveria estar. É o incômodo do quarto vazio, do frio, da luz apagada e mais nada.
A falta está na rotina, nas pequenas coisas concretas do dia a dia. Ela é pontual, mas pode aparecer todos os dias. A saudade e a falta, de formas diferentes, com dores distintas, clamam por aquilo que mais se teme, o esquecimento...